segunda-feira, maio 08, 2006

As vezes tudo que eu queria era te dizer que te quero só pra mim, agora.


(pronto. eu disse. mas você não vai ler. e nunca saberá se realmente foi para você)

domingo, maio 07, 2006


não sei nem de mim
nem de nós
muito menos de todo mundo.

neste momento que preciso mais do que nunca que me digam o que fazer tenho encontrado respostas somente dentro de mim.
se me ama, por que não se concentra?

cheirando os corpos errados,
encarando a coragem como um dom
e querendo beijos intermináveis até que os olhos mudem de cor.

e as camisas se despem antes das mãos,
e novamente tudo muda de aspecto
e legal seria se você olhasse no ex-pelho e não conseguisse ver.

aiaiai menino, que humor é esse
de quem não precisa de platéia?
all is full of love.

e ninguém disse que seria fácil, eu sei.
mas posso me permitir ir além do que acho que posso fazer.

e vocês sabem que são pra toda a minha vida
absorva-me
estar cheio de si é estar cheio de nada.

(frases da noite de ontem, pobremente compiladas em forma de poesia)

sexta-feira, maio 05, 2006

Ai ai ai menino, que humor é este?
Quanta coisa você pode estar perdendo, ou ganhando. De qualquer forma, foi uma das ainda primeiras vezes.
E virão muitas mais.
Tomando um café ou outro, fumando um ou outro cigarro, e pensando sempre nas mesmas coisas.
Quais são as preocupações repetidas? Sabe bem.
Tanta gente ao redor, e as folhas ainda caem.
Sente-se como uma delas.
Verde, viva. Amarelando lentamente.
Mas ao invés de cair, suicidar-se (como diz Neruda, perguntando os porquês), verdeja novamente.
Dia após dia, semana após semana.
Paixão após paixão.
E desilusão.
Mas sempre sabe que vai tirar mais uma camisa, lançá-la a abraçar. Sempre sabe que vai tirar o allstar e a meia para dormir, vez ou outra.
Raro seria se continuadade tivesse. Ter apenas dezenove anos as vezes consola tanto.
Mas logo vem os vinte, e um, e dois.
E será que as coisas realmente mudam? Mudam as pessoas? Mudam?
Pra quê tanta mudança? E se tudo fosse mais simples? Se?

Apenas sou grato pelo vento que me faz sentir a pele, e o ar que respiro e expiro vaporoso em dias de frio.
De resto, contribuo.

E meus passos ainda são firmes e marcados, e ainda sei desmisturar as coisas, e ainda sei passar por cima de mim.
Quem sabe um dia, apenas precise de desvios.

quinta-feira, maio 04, 2006

parágrafo.

um só parágrafo.
somente um, e nele resumir tudo que estou pensando.
um poder de síntese inigualável, deveria ter.
mas não será tão dificil, será?
confusão. melancolia e felicidade súbitas. vontade de viver muito e de morrer logo.

e agora? o que sinto realmente?

quarta-feira, maio 03, 2006

Parangaricotirimírruaro

um céu cinza
o asfalto preto
a grama verde
e os pés param
olhos verdes e fixos
um ponto único
horizontal e absoluto
verdadeiro
um quarto na rua
uma rua na cidade
uma cidade que coube nos olhos
e um universo...
universo contido no pensamento.
pensamento incontido.
quem sou eu?
sou alguém que escreveria um conto se pudesse.

uma frase, um poema e uma música.

"Os verbos chineses não tem tempo. Eu também não."
(Hilda Hilst)
Dezessete palavras:
Eu não quero alguém que diga que me
ame.
Eu quero alguém que nem precise
dizer.
Patrão Nosso de Cada Dia
(Secos&Molhados)
Eu quero o amor
Da flor de cactus
Ela não quis
Eu dei-lhe a flor
De minha vida
Vivo agitado
Eu já não sei se sei
De tudo ou quase tudo
Eu só sei de mim
De nós
De todo o mundo
(...)
Eu solto o ar
No fim do dia
Perdi a vida
Eu já não sei se sei
De nada ou quase nada
Eu só sei de mim
Só sei de mim
Só sei de mim
(...)
mim
mim
mim
?

terça-feira, maio 02, 2006



...e chega de sagas românticas!



(agora a única história de amor é minha comigo mesmo)

segunda-feira, maio 01, 2006

camafeu

carregaria no pescoço se pudesse
esse teu rosto desenhado
de camafeu.

prenderia grampos no teu cabelo,
passaria pó no teu rosto
mas você não precisa.

tentaria entender e imaginar
tudo que sente e pensa
mas não preciso.

beleza complexa essa
que combina traços finos
e personalidade densa.

menina de camafeu,
és mais que amiga
és jóia.

(de valor inestimável)

para Débora.

mais leve que luz

momento de leveza e toda essa
transparência
me faz pensar no porquê
de tantas antes
nuvens

é só abrir os olhos pra enxergar
e os ouvidos pra
escutar o som descompassado
do
sentimento
pensamento
fluído
leve

e não importa que dia da semana é
que dia do mês do ano
e que horas são
existo independentemente do calendário
e da
presença

seja eu por um instante
e entenderás.

ou não.
apenas pensará que entende
e assim
confundirá tua vida
com a
minha




e assim, saberá que ser não é tão fácil
e que muitas vezes não basta