sábado, maio 13, 2006

quinta-feira, maio 11, 2006

voltei pro luckie. os marlboros acabaram.

escuto chuva, aqui dentro e lá fora.
tirei o tenis molhado, o jeans molhado, e fiquei com o suéter.
parei pra pensar em como tenho me apaixonado cada vez mais pela música, pela arte.
pelas palavras e letras e pontos.
isso me deixa tão sem rumo.
e já estou suficientemente perdido.
algumas coisas que eu queria que ficassem se foram.
mas não a enxaqueca.
o cigarro.
o piano.
a voz.

as vezes tudo que escrevo parece tão melancólico e contradiz o que sou.
ou pareço ser. mas meus momentos plenos tem sido tão contados, tão reduzidos, que começo a entender a beleza do que é a little blue. e fico feliz.
(contradição novamente.
estou contradito, contraditório. em conflito.
e em primeira pessoa.)

tateando a parede no escuro até o banheiro, colorido de tinta, vejo o quanto posso ver mesmo quando falta a luz.
ou será que é o quanto quero ver. posso, quero?
"errado é aquilo que sonhamos". certo é o que fazemos?
quero errar mais. ainda mais.

tem coisas que não posso explicar.
por exemplo, o que sinto agora.
terminou o cigarro, e o texto.

agora ao invés de fumaça, meu mundo é de água.

feliz de quem ler o que aqui está escrito.
sinceramente, não sei por quanto tempo ficará por aqui.


ao som de "moedas de açúcar".

quarta-feira, maio 10, 2006

manoo.


Amo, amo, amo, manoo.
te quiero. pra sempre.
forever.
te sei.
e tu me entende.
e o banheiro tá de prova.
e todo mundo que passar por lá. tá?

tentativas de escrita:

1) aqui, neste blog;
2) nas paredes do banheiro com caneta marcador permanente (embalado por maria da cruz e uma vontade imensa de gritar e não poder por já passar das 22h);
3) no jornal e na parede da sala;
4) no email que nunca, mas nunca meeeeeeismo, vou mandar.

terça-feira, maio 09, 2006


Tão bom quando um corpo encontra o outro, assim, descompromissado.
E quando faz as suas promessas, assim, sem querer.
E assim, no outro dia, sente falta dos pedaços que deixou,
e conforta-se com aqueles que foram esquecidos no lugar.
Tão bom quando as frases se completam nos olhares,
e quando se brinca que completar pensamentos.
E acertos existem.
Tão bom quando se sente o cheiro certo no corpo certo
e o gosto certo na boca certa
e o toque certo no lugar certo e na hora certa
e o sentimento certo pela pessoa certa.

(Existe certo e errado?)

Aquela camisa que adoro, que nunca usei pra ninguém, a não ser pra mim, e que tu tira rápido demais pra que eu perceba.
Aquele sorriso que você desmonta somente olhando, ou aquele bocejo que você espanta rindo.
Aquele sexo tão bom, mas que não é tudo.

Aquilo tudo denovo, e pela última vez.
Não, não estou morrendo.
Você é que está. Pelo menos, neste aspecto.

hahahahahaha.
(Esse é meu primeiro homicídio)










"I'll always be by your side Even when you're down and out I'll always be by your side Even when you're down and out I just wanted to be your housewife All i wanted was to be your housewife I'll iron your clothes I'll shine your shoes I'll make your bed And cook your food I'll never cheat I'll be the best girl you'll ever meet And for a diamond ring I'll do these kinds of things I'll scrub your floor Never be a bore I'll tuck you in I do not snore I'd wear your black eyes Bake you apple pies I don't ask why And i trys not to crys I'll always be by your side Even when you're down and out I'll always be by your side Even when you're down and out And its nearly midnight And all i want with my life Is to be a housewife Is to be a housewife 'Cause it's nearly midnight And all i want with my life Is to die a housewife Is to die a housewife"

"o garoto mais triste de todos que já segurou um martini"

Deixaste pedaços de ti por todas as partes. Palavras, cheiros e gestos impregnaram todos os comodos. Essa casa não serve mais para mim. E isso me entristece ainda mais.
Acertou em cheio quando me olhou. Desmanchou minhas palavras. Contigo, tenho apenas dois estados: falante, empolgado, ou silencioso, pensativo e carinhoso. Faz-me falar muito, expressar toda a felicidade contida no olhar, ou simplesmente calar, pensar e admirar. Admirar é querer o que não se pode ter.
Concordo, agora.
Tuas palavras ecoam perdidas, tiram-me o sono. Um cigarro, dois, vinte. Café para acordar, pílulas para dormir. E nada tira você de dentro de mim. A vontade de te olhar, de te ligar. A vontade de sentir um braço sobre meu corpo quando deitado, tua respiração mexendo o meu cabelo.
Você não some. Se faz sempre presente, mesmo na ausência. Tenho tuas referências por toda a parte, em todos os móveis, lugares, trajes. Fiz de algumas palavras tuas minhas, e de algumas coisas minhas tuas. E assim criei, junto contigo, uma convivência firme.
Precisamos um do outro. E de formas diferentes. E isso machuca, só a mim.
De qualquer forma, me faz bem. Não, não é masoquismo. É acreditar que logo passa, que tudo ficará bem, e que um dia vou entender tudo que se passou.
E saber que agi certo, que somos realmente bons amigos. Porque somos.

Quem dera eu pudesse simplesmente deixar todo o romantismo intrinseco de lado.
Quisera eu agir diferente.

Já assumi minha parcela de culpa. Agora só falta digerir.
E enquanto isso, apreciar o mundo que passa em camera lenta bem na frente dos olhos.


(O coração dos Leões)

segunda-feira, maio 08, 2006

As vezes tudo que eu queria era te dizer que te quero só pra mim, agora.


(pronto. eu disse. mas você não vai ler. e nunca saberá se realmente foi para você)

domingo, maio 07, 2006


não sei nem de mim
nem de nós
muito menos de todo mundo.

neste momento que preciso mais do que nunca que me digam o que fazer tenho encontrado respostas somente dentro de mim.
se me ama, por que não se concentra?

cheirando os corpos errados,
encarando a coragem como um dom
e querendo beijos intermináveis até que os olhos mudem de cor.

e as camisas se despem antes das mãos,
e novamente tudo muda de aspecto
e legal seria se você olhasse no ex-pelho e não conseguisse ver.

aiaiai menino, que humor é esse
de quem não precisa de platéia?
all is full of love.

e ninguém disse que seria fácil, eu sei.
mas posso me permitir ir além do que acho que posso fazer.

e vocês sabem que são pra toda a minha vida
absorva-me
estar cheio de si é estar cheio de nada.

(frases da noite de ontem, pobremente compiladas em forma de poesia)

sexta-feira, maio 05, 2006

Ai ai ai menino, que humor é este?
Quanta coisa você pode estar perdendo, ou ganhando. De qualquer forma, foi uma das ainda primeiras vezes.
E virão muitas mais.
Tomando um café ou outro, fumando um ou outro cigarro, e pensando sempre nas mesmas coisas.
Quais são as preocupações repetidas? Sabe bem.
Tanta gente ao redor, e as folhas ainda caem.
Sente-se como uma delas.
Verde, viva. Amarelando lentamente.
Mas ao invés de cair, suicidar-se (como diz Neruda, perguntando os porquês), verdeja novamente.
Dia após dia, semana após semana.
Paixão após paixão.
E desilusão.
Mas sempre sabe que vai tirar mais uma camisa, lançá-la a abraçar. Sempre sabe que vai tirar o allstar e a meia para dormir, vez ou outra.
Raro seria se continuadade tivesse. Ter apenas dezenove anos as vezes consola tanto.
Mas logo vem os vinte, e um, e dois.
E será que as coisas realmente mudam? Mudam as pessoas? Mudam?
Pra quê tanta mudança? E se tudo fosse mais simples? Se?

Apenas sou grato pelo vento que me faz sentir a pele, e o ar que respiro e expiro vaporoso em dias de frio.
De resto, contribuo.

E meus passos ainda são firmes e marcados, e ainda sei desmisturar as coisas, e ainda sei passar por cima de mim.
Quem sabe um dia, apenas precise de desvios.