domingo, junho 04, 2006

Não, não. Carinhos na orelha não.
Aí não pode, é sagrado. Só pra mim.
Ou em momentos especiais com pessoas especias, que sabem tocá-las lentamente e me deixar em estado 'gorgeous'.
É muito sensível, é muito meu. E só meu.
Só eu sei mexer no lóbulo como eu gosto. E outras poucas pessoas.
Então só tente se sabe que vai ter sucesso. E se não souber?
É um risco que se corre.




Tem coisas que realmente não deveriam ser ditas aqui.
Tudo bem. Perdi as vergonhazinhas tolas.

Quer saber? Eu me masturbo.

terça-feira, maio 30, 2006

us

"They made a statue of us,
And put it on a mountain top.
Now tourists come and stare at us,
Blow bubbles with their gum,
Take photographs have fun,
Have fun.

They'll name a city after us,
And later say it's all our fault.
Then they'll give us a talkin' to,
Then they'll give us a talkin' to,
'cuz they've got years of experience.

We're living in a den of theives,
Rummaging for answers in the pages.
We're living in a den of theives,
And it's contagious, and it's contagious,
And it's contagious, and it's contagious.

We wear our scarves just like a knoose,
But not 'cuz we want eternal sleep.
And though our parts are slightly used,
New ones are slave labor you can keep"


(Regina Spektor)

segunda-feira, maio 29, 2006

domingo, maio 28, 2006

como pode um corte de cabelo infeliz deixar uma pessoa tão irritada?


pois é. estragaram meu cabelo ontem. tô puto.
quanto tempo vai levar pra voltar ao normal?

que droga é não ter paciência.

sexta-feira, maio 26, 2006

entrenós

você nem existe e as vezes penso em você.
sim, como se eu imaginasse cada momento que passaríamos juntos.
e se cada momento existisse, o quão bom seria.
e enquanto você contempla esse quase oceano a sua frente, e seus cabelos se mexem sozinhos, me sinto sozinho.
e tenho o oceano de verdade pra mim.

o que importa, então?
um quase oceano ou um oceano de verdade?
a existência tua ou a minha solidão?

o que importa é que sei que conforme as ondas batem nas pedras, meu coração segue o ritmo.
independentemente de quantas ondas eu perceba, e de quantas existam, e de quantas... ah, quantas, e inúmeras são essas ondas... que levam e trazem delírios de sra. woolf no banco do onibus e batidas de carros e de corações.
quantas pessoas no mundo hoje, sozinhas, olharam o mar?





em total desequílibrio, buscando paz ou simplesmente esperando o tempo passar, acompanhando a erosão e sentindo fazer parte do mundo pelo simples fato saber que existe um mar, observando.
e assim os minutos passam, seguros e decididos, para mim e para ti.
de formas diferentes, pois você não existe. e nenhuma trajetória pré-estabelecida de onibus impede que eu vá para longe.

perto de ti, longe de mim e vice-versa, sempre haverá um oceano.
entre nós.
entrenós.

quinta-feira, maio 25, 2006

ovo

ele assistiu a mtv. viu uma garota fritando ovos.
e queria muito comer ovos, então.
a preguiça e o frio não deixavam suas pernas ultrapassarem a porta.
quem dera o resto do corpo.
decidiu, finalmente, ir até o mercado comprar ovos.
pegou a chave, os trocados, e colocou um casaco.
não pensa em nada no caminho.
chega ao mercado e vê uma baguete de tomate seco.
desiste dos ovos.
volúvel, hun?

diariamente, se pergunta comendo a baguete, será que sou assim?

terça-feira, maio 23, 2006

coisas

tem coisas que não são ditas pra seis bilhões de pessoas.
e coisas que não dizemos nem pra nós mesmos.
e no meio de todo esse programado e esperado recomeço, ele recomeça a escrita.
em terceira pessoa.
ele nem sabe mais do que gosta ou desgosta, e de quem esperar colo.
ele nem sabe.
nem quer saber. está arranhando paredes e mordendo quina de mesa.
está gastando os dentes na estante e as unhas no assoalho que não se risca.
gastando tinta em azulejos e dedos no teclado. sem som, e sem notas.
não quer esperar cabelos crescer, não quer cortar as unhas.
não quer ter mais paciência e não quer mais se preocupar.

quer dormir, acordar, e ter tudo ensolarado.
e frio.
inverno é assim. um sol fraco, que eriça os pelos, mas aquece.
e faz sentir o coração morno.

mesmo quando vazio.

quinta-feira, maio 18, 2006

meio

No banho agora me senti meio folha-de-outono: quase uma não-folha de um quase não-verde-meio-amarelado,

no galho de uma não-árvore, meio que perdida no meio de tantas outras.
numa cidade meio-grande, com meio milhão de gente.

É como se não existisse...

E o que é o existir se não ser percebido?

Quase que me sinto deitado na grama como uma folha,
podendo estar sob os teus pés,
esperando que o vento me empurre.

Ah! Pára! Devaneio tolo de central park no outono em NY!

gling-gló

ouvindo uma jazzy-bjork, parece que o dia encurta-se um pouco.
os dias tem sido tão longos e tão cheios, e as noites não parecem suficientes para o descanso.
(calma, você é tão jovem...)
parece-me que as festas tem sido mais sem graça, e as pessoas estão sempre lá.
e eu não.
e a calma, essa eu perdi.
faz tempo.
comigo, e com tudo.

e o céu cheio de cor.
e os olhos pálidos.
e o verde cada vez mais amarelo,
assim como a pele.

e assim é o inverno.
corpo e coração frio.
eu gosto.

mas preciso de um pouquinho de calor hoje.

quarta-feira, maio 17, 2006

Por que a felicidade não combina com a minha escrita?
Nesses momentos de felicidade simples não consigo escrever nada que me agrade. O dia todo escrevi e apaguei textos aqui.
Mudanças demais, acontencedo muito rápido, uma volta completa e estou no mesmo ponto, mas com uma visão diferente.
Aceitei os riscos, mergulhei de cabeça.
E nisso tudo, somente o coração permanece intacto e na mesma situação. E pra ser verdade, nem importa. Falta tempo pra ele.
E nisso tudo, no meio de palavras, argumentos, perspectivas, vejo que tudo vai ser melhor.

E logo.

E me acalmo, me sinto melhor.

ouvindo "el perro del mar"