Te ver passar tão magro me fez pensar em o quanto eu poderia lhe fazer bem. Ou não. Enfim, a escolha foi sua.
Me irrita essa desconexibilidade infantil, essa dificuldade de ser quem tu é.
Mas tu é apenas um menino, eu sei. Um menino grande.
Um menino de braços que hoje me fazem falta. Um menino presente nos meus pensamentos ociosos.
Menino esse que sorriu quando me viu, quase que me dizendo que quem estava ao seu lado não era seu namorado. Quase se desculpando.
Me desculpe se não perdoei. Nem sabia que era um pedido de desculpas.
E não era, eu sei. Era vergonha. Ficou encabulado, este menino, por me ver estando ao lado de seu novo namorado.
Coisas de menino.
Enquanto, eu, "adulto" e sozinho lembro de ti, você deve estar dormindo abraçado com ele. Eu? Durmo com minhas responsabilidades. Com a gata Margot. Com o travesseiro e o celular ligado.
E não, meus caros, minha vida não é chata e medíocre. Mas as vezes esses meninos me fazem pensar que vivem mais. E são eles que me mostram que na minha vida de adulto ainda sou uma criança.
quarta-feira, dezembro 10, 2008
quinta-feira, dezembro 04, 2008
Enquanto sangrarmos, seremos humanos. Enquanto sangrarmos, seremos vivos.
E assim se sangra até onde?
Sentir que algo só existe quando dói, quando fere, quando fura. Sentir assim, é errado?
É verdade?
Sentir-se amarrado, em pedaços, ainda é sentir?
Exagerar no sentimento, assim, é sentir de verdade?
O quanto eu manipulo o que sinto? O quanto meus hormonios são de mim?
Só sei que enquanto eu sangrar, eu sinto.
(detesto quando só consigo escrever perguntas)
E assim se sangra até onde?
Sentir que algo só existe quando dói, quando fere, quando fura. Sentir assim, é errado?
É verdade?
Sentir-se amarrado, em pedaços, ainda é sentir?
Exagerar no sentimento, assim, é sentir de verdade?
O quanto eu manipulo o que sinto? O quanto meus hormonios são de mim?
Só sei que enquanto eu sangrar, eu sinto.
(detesto quando só consigo escrever perguntas)
segunda-feira, dezembro 01, 2008
Nada se mexe, silêncio na casa, e pelo menos parou de gotejar.
O mundo anda meio umido, sonolento, e me faz sentir assim, meio mole, meio nada. E a outra metade, mais viva, entra em conflito.
As infiltrações me fazem pensar num teto que desaba sobre a cabeça. E essa sensação me faz sentir menos seguro de o quanto ainda tenho de vida pela frente.
Domingo de sol, a vida seca e parece não ter sido assim.
A melancolia dos dias de inverno assombra o começo do verão. Não é bem-vinda, mas inevitavel. Calor molhado, solitário. Sem sorrisos, sem sacolé, sem óculos de sol. E nada parece carnaval... porque pra mim, acreditem, verão tem cheiro de carnaval sempre. Aquele cheiro de asfalto quente, de cerveja e de pouco sono. Aquele cheiro de sundown que eu detesto. Cheiro de sol.
Não que eu goste de calor, de sol, ou de verão. Mas cada coisa no seu lugar. E esse sentimento de inércia invernal me faz sentir menos acolhido pelo resto. E o verão deve começar.
Deve derreter as barreiras geladas entre o que fui na ultima estação e o que serei a partir dessa. A luz do sol muda as pessoas. Inegável.
Me sinto num congelador, com a vida a passar pelo lado de fora da porta.
E sim, preciso namorar. Talvez.
Passar calor dividindo o lençol talvez me faça sentir mais vivo. Ou menos morto.
Cansei de carregar guarda-chuva. Cansei de esperar melhorar. Cansei de doar para os desabrigados. É hora de se fazer ensolarar.
O mundo anda meio umido, sonolento, e me faz sentir assim, meio mole, meio nada. E a outra metade, mais viva, entra em conflito.
As infiltrações me fazem pensar num teto que desaba sobre a cabeça. E essa sensação me faz sentir menos seguro de o quanto ainda tenho de vida pela frente.
Domingo de sol, a vida seca e parece não ter sido assim.
A melancolia dos dias de inverno assombra o começo do verão. Não é bem-vinda, mas inevitavel. Calor molhado, solitário. Sem sorrisos, sem sacolé, sem óculos de sol. E nada parece carnaval... porque pra mim, acreditem, verão tem cheiro de carnaval sempre. Aquele cheiro de asfalto quente, de cerveja e de pouco sono. Aquele cheiro de sundown que eu detesto. Cheiro de sol.
Não que eu goste de calor, de sol, ou de verão. Mas cada coisa no seu lugar. E esse sentimento de inércia invernal me faz sentir menos acolhido pelo resto. E o verão deve começar.
Deve derreter as barreiras geladas entre o que fui na ultima estação e o que serei a partir dessa. A luz do sol muda as pessoas. Inegável.
Me sinto num congelador, com a vida a passar pelo lado de fora da porta.
E sim, preciso namorar. Talvez.
Passar calor dividindo o lençol talvez me faça sentir mais vivo. Ou menos morto.
Cansei de carregar guarda-chuva. Cansei de esperar melhorar. Cansei de doar para os desabrigados. É hora de se fazer ensolarar.
sábado, setembro 20, 2008
Chuva e remédios. Ponto. Eis que surge a solução para a noite de sábado. Sabe como é, cansei. Ando dormindo no chão, a cama quebrou. Ando trabalhando demais. Ando com preguiça de pessoas.
E isso torna tudo mais dificil quando não se quer mais ficar sozinho.
É, é assim. Simples assim. Não, não é desespero. Só quero estabilidade.
Meus textos andam mais curtos. Talvez eu não tenha mais o que falar.
Ou não queria.
(pra que um blog, então?)
E isso torna tudo mais dificil quando não se quer mais ficar sozinho.
É, é assim. Simples assim. Não, não é desespero. Só quero estabilidade.
Meus textos andam mais curtos. Talvez eu não tenha mais o que falar.
Ou não queria.
(pra que um blog, então?)
quinta-feira, setembro 18, 2008
terça-feira, setembro 16, 2008
Eram tão quentes teus braços que me esqueci do frio que fazia do lado de fora das paredes. Eram tão seus os braços que não pude esquecer que não seriam meus, e nem queria que fossem, pra ser sincero. E nessa mania de ser sincero não me permiti imaginar se um dia seriam. E se cada vez que eu piscava os olhos via avermelhar a vida dentro das paredes e esquecia da vida lá fora, também perdia detalhes tão unicos como cada uma das risadas destes ultimos dias.
Me esqueci de colocar chinelos e hoje meu nariz escorre como quando criança. Esqueci de aquecer o corpo e meus ouvidos dóem em pontadas que me fazem contorcer o braço direito. E mesmo assim eu não sinto nada além da inércia do trabalho excessivo.
Como foi bom esse fim de semana. E como foi ruim. Tenho a sensação de que perco minutos preciosos enquanto me bronzeio em luzes artificiais. Preciso de vida pra viver. Os ipês estão florindo, e nem saí do lugar. E cada vez que o inverno acaba, quero voltar atrás.
E cada vez que o verão começa, quero seguir.
Me esqueci de colocar chinelos e hoje meu nariz escorre como quando criança. Esqueci de aquecer o corpo e meus ouvidos dóem em pontadas que me fazem contorcer o braço direito. E mesmo assim eu não sinto nada além da inércia do trabalho excessivo.
Como foi bom esse fim de semana. E como foi ruim. Tenho a sensação de que perco minutos preciosos enquanto me bronzeio em luzes artificiais. Preciso de vida pra viver. Os ipês estão florindo, e nem saí do lugar. E cada vez que o inverno acaba, quero voltar atrás.
E cada vez que o verão começa, quero seguir.
segunda-feira, setembro 01, 2008
domingo, agosto 10, 2008
Dedo torto.
Cheguei na baladinha de topete. Mudei o cabelo, esforço pra deixar a franja, pesaaaada, pra cima. Uma coisa meio cafetão. Faz jus a festa no puteiro. Lugar cheio, cheio, calor. Cabelo começa a descambar. Fazer o quê? Eu tentei.
Toquei, foi legal. Não vi ninguém dançar, me disseram nem ter espaço para tal coisa e eu acreditei. E na carência de minha beleza incerta, pensei "vou aproveitar o efeito-dj e olhar ao redor"...
Eu já sabia, eu sempre soube, porém sempre fico decepcionado. Eu gosto de meninos que gostam de meninas. Eu gosto mesmo. É como ter uma mira muito ruim, sabe? Nunca acerta o alvo. Eu sempre olho pro errado.
Eu tenho o dedo torto.
E na minha posição de querer os meninos errados (parece texto da Capricho, mas eu tentei), mudei de idéia. Fui pra casa, onde agora estou. Foi-se o tempo em que eu sabia dessas coisas.
Agora só sei de trabalho e graças a deus, continuo ouvindo música.
A arte de flertar (hahahaha) não é como andar de bicicleta. Uma vez fora de circuito e você perde as referencias.
Pobre das viuvas.
Não estou reclamando. Uma noite de sono as vezes é tão boa quanto uma de sexo.
(Hoje, não. Mas as vezes, sim). E eu gosto dessa solidão.
(Hoje não, mas as vezes sim)
Toquei, foi legal. Não vi ninguém dançar, me disseram nem ter espaço para tal coisa e eu acreditei. E na carência de minha beleza incerta, pensei "vou aproveitar o efeito-dj e olhar ao redor"...
Eu já sabia, eu sempre soube, porém sempre fico decepcionado. Eu gosto de meninos que gostam de meninas. Eu gosto mesmo. É como ter uma mira muito ruim, sabe? Nunca acerta o alvo. Eu sempre olho pro errado.
Eu tenho o dedo torto.
E na minha posição de querer os meninos errados (parece texto da Capricho, mas eu tentei), mudei de idéia. Fui pra casa, onde agora estou. Foi-se o tempo em que eu sabia dessas coisas.
Agora só sei de trabalho e graças a deus, continuo ouvindo música.
A arte de flertar (hahahaha) não é como andar de bicicleta. Uma vez fora de circuito e você perde as referencias.
Pobre das viuvas.
Não estou reclamando. Uma noite de sono as vezes é tão boa quanto uma de sexo.
(Hoje, não. Mas as vezes, sim). E eu gosto dessa solidão.
(Hoje não, mas as vezes sim)
terça-feira, agosto 05, 2008
na falta de imagens...
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