domingo, agosto 29, 2010
terça-feira, agosto 24, 2010
Eis que na circustancia do momento as palavras retornam. E no cansaço dos dias consecutivos sem entender a vida que se passa fora das paredes que me cercam muito acontece. E me sinto para trás, atrasado na minha própria vida e juntando forças pra colocar tudo em seu lugar.
Farei vinte e quatro anos de uma maneira completamente diferente do que esperei.
Morar sozinho, estudar sozinho e trabalhar sozinho.
Encontrei a solidão completa, cercado de pessoas com quem me importo.
Acho que encontrei (e encontrarei) vários de mim neste processo.
Isso me satisfaz, por enquanto.
Farei vinte e quatro anos de uma maneira completamente diferente do que esperei.
Morar sozinho, estudar sozinho e trabalhar sozinho.
Encontrei a solidão completa, cercado de pessoas com quem me importo.
Acho que encontrei (e encontrarei) vários de mim neste processo.
Isso me satisfaz, por enquanto.
quinta-feira, julho 15, 2010
Ele aparece. Impávido, e me lembro tanto de mim quando o vejo. Da imagem que tenho de mim mesmo, transmitida pelos outros. Deve ser esse ar de leve arrogância, quase que como se nada importasse, nem mesmo a vida. E nessas semelhanças acredito que podemos ser um. Partes separadas, por engano. Por erro.
E na sequencia de coincidencias, da fala e do gesto, nessa meia luz gelada, tudo parece aquecer-se no pensamento insólito de que, se assim for, estamos premeditados a permanecer juntos.
E nesse interim, fração de segundo, uma vida acontece. Perante meus olhos, perante meus sonhos, somos dois, mas um, juntos. Vivendo sorrisos, lembrando de quando dormimos em duas camas, juntas, para que tivessemos mais espaço para encontrarmos um ao outro. Lembrando da luz que entrava pelas frestas no domingo a tarde, quando teimavamos em ficar na cama. Sem comer, só dormir.
Mas, antes dos olhos abrirem novamente, tudo volta. Rápido, como um soco no estomago, tudo se revolta e se esvai.
E os olhos já abertos percebem a parede descascada, o chão de madeira, o teto baixo. Já é possível sentir o cheiro de casa nova, mas não recém construída.
E ele continha onde estava, parado, alto, mais alto do que eu, fumando seu cigarro sem compromisso com ninguém a não ser ele mesmo. E, nesse vislumbre, percebi que o erro foi esse. Acreditar que ele podia ser dois.
E na sequencia de coincidencias, da fala e do gesto, nessa meia luz gelada, tudo parece aquecer-se no pensamento insólito de que, se assim for, estamos premeditados a permanecer juntos.
E nesse interim, fração de segundo, uma vida acontece. Perante meus olhos, perante meus sonhos, somos dois, mas um, juntos. Vivendo sorrisos, lembrando de quando dormimos em duas camas, juntas, para que tivessemos mais espaço para encontrarmos um ao outro. Lembrando da luz que entrava pelas frestas no domingo a tarde, quando teimavamos em ficar na cama. Sem comer, só dormir.
Mas, antes dos olhos abrirem novamente, tudo volta. Rápido, como um soco no estomago, tudo se revolta e se esvai.
E os olhos já abertos percebem a parede descascada, o chão de madeira, o teto baixo. Já é possível sentir o cheiro de casa nova, mas não recém construída.
E ele continha onde estava, parado, alto, mais alto do que eu, fumando seu cigarro sem compromisso com ninguém a não ser ele mesmo. E, nesse vislumbre, percebi que o erro foi esse. Acreditar que ele podia ser dois.
terça-feira, julho 13, 2010
Perdendo o controle sobre o sentir. Sentir-se bem e mal, tão tênue. É como esvaziar-se. Esquecer.
E, se, por acidente, vejo as fotos me lembro de quanto tempo faz sem ter o sol assim, aquecendo não só a mim.
E o silêncio se desfez, caíram as notas e ecoaram por todas as paredes. Perfuraram tímpanos, e quem dera, quem dera, fosse minha voz.
Som oco, de batida consecutiva, compassada, que se perde no ritmo e encontra o caos.
E o silêncio cai. E tudo é tão quieto, assusta.
É tão íntimo estar sozinho em silêncio, não gosto de encontrar a mim mesmo, assim, inesperadamente.
Não sei agir. Não sei retribuir afeto. Não sei retribuir amor próprio. E tudo acaba na calmaria do sentimento afogado.
Eu li, eu sei, eu lembrei.
Nunca esqueci. Nunca soube como ignorar. Nada, até então.
Ter consciência.
Ter paciência.
Ter força.
Não escorrer, não derramar, não deixar passar, não ver e não escutar.
Não sentir, não bater, não pulsar, não viver.
Não é a saída. Não é o caminho, não é o que devia ser.
Não é o que eu esperava.
Me disseram, uma vez: "a fórmula da felicidade é: expectativa - realidade".
Não para mim.
"Expectativa = realidade", sim. Mais adequado. Mais satisfatório.
Mais um.
E, se, por acidente, vejo as fotos me lembro de quanto tempo faz sem ter o sol assim, aquecendo não só a mim.
E o silêncio se desfez, caíram as notas e ecoaram por todas as paredes. Perfuraram tímpanos, e quem dera, quem dera, fosse minha voz.
Som oco, de batida consecutiva, compassada, que se perde no ritmo e encontra o caos.
E o silêncio cai. E tudo é tão quieto, assusta.
É tão íntimo estar sozinho em silêncio, não gosto de encontrar a mim mesmo, assim, inesperadamente.
Não sei agir. Não sei retribuir afeto. Não sei retribuir amor próprio. E tudo acaba na calmaria do sentimento afogado.
Eu li, eu sei, eu lembrei.
Nunca esqueci. Nunca soube como ignorar. Nada, até então.
Ter consciência.
Ter paciência.
Ter força.
Não escorrer, não derramar, não deixar passar, não ver e não escutar.
Não sentir, não bater, não pulsar, não viver.
Não é a saída. Não é o caminho, não é o que devia ser.
Não é o que eu esperava.
Me disseram, uma vez: "a fórmula da felicidade é: expectativa - realidade".
Não para mim.
"Expectativa = realidade", sim. Mais adequado. Mais satisfatório.
Mais um.
segunda-feira, julho 05, 2010
terça-feira, junho 22, 2010
segunda-feira, junho 14, 2010
domingo, junho 06, 2010
Já fui grande.
Já senti tanto.
Já previ muita coisa.
Já comi açucar demais.
Já sonhei com a perfeição; já assumi meus defeitos.
Já aprendi a gastar, economizar e ainda assim gasto demais com comida.
Já tive trinta, quize, vinte e três anos.
Ainda tenho trinta e vinte e três.
Já fui dois.
Já me perdi, mas sempre encontrei o que queria depois.
Já quis sumir. Morrer. Mas sempre pensando em voltar depois.
Já estive cansado a ponto de chorar.
Já estive tão feliz a ponto de chorar.
Já perdi coisas muito importantes, que não vou reencontrar.
Já perdi coisas que considerei importantes, e no final das contas, prefiro não encontrar novamente.
Já me repeti tanto que não sinto vontade de voltar.
Já senti tanto.
Já previ muita coisa.
Já comi açucar demais.
Já sonhei com a perfeição; já assumi meus defeitos.
Já aprendi a gastar, economizar e ainda assim gasto demais com comida.
Já tive trinta, quize, vinte e três anos.
Ainda tenho trinta e vinte e três.
Já fui dois.
Já me perdi, mas sempre encontrei o que queria depois.
Já quis sumir. Morrer. Mas sempre pensando em voltar depois.
Já estive cansado a ponto de chorar.
Já estive tão feliz a ponto de chorar.
Já perdi coisas muito importantes, que não vou reencontrar.
Já perdi coisas que considerei importantes, e no final das contas, prefiro não encontrar novamente.
Já me repeti tanto que não sinto vontade de voltar.
sábado, maio 01, 2010
domingo, abril 18, 2010
Quando digo que aqui já houve amor, digo a verdade. Houve um tempo onde era possível ver vertendo sangue e saliva por entre cada batimento. Era vivo e intenso, como cada palavra que saía da boca para afirmar, entre cada suspiro, respiro, que existia algo entre dois. Era tão vivo que sua morte demora a ser percebida.
Por entre fotos velhas, de primeiras e ultimas noites, hábito nunca antes tido, essa vida volta a existir, entre aperto e arrepios. E o frio faz falta para que se possa enganar, dizer a si mesmo que é calafrio, e não vazio.E, se natimorto era, pois sim, não havia grande expectativa, apesar da tolice, viveu demais sua morte antecipada. Sentimento rude, enganou a circunstância e a razão. Razão agarrada com unhas, dentes, e que esvaiu na mordida. Esvaiu na mordida dada no peito, intensa e verdadeira como o sentimento, que, por morto ser, nada sentia.
E se essa morte insiste em ser vida desde que, no absurdo do momento, as palavras serviram para abafar o barulho, e foram engolidas no encontro. Esquecidas. Mastigadas e digeridas. E o que faz falta desde então é aquele sentimento de completude, a ausência do vazio.
Principalmente em domingos como esse.
Por entre fotos velhas, de primeiras e ultimas noites, hábito nunca antes tido, essa vida volta a existir, entre aperto e arrepios. E o frio faz falta para que se possa enganar, dizer a si mesmo que é calafrio, e não vazio.E, se natimorto era, pois sim, não havia grande expectativa, apesar da tolice, viveu demais sua morte antecipada. Sentimento rude, enganou a circunstância e a razão. Razão agarrada com unhas, dentes, e que esvaiu na mordida. Esvaiu na mordida dada no peito, intensa e verdadeira como o sentimento, que, por morto ser, nada sentia.
E se essa morte insiste em ser vida desde que, no absurdo do momento, as palavras serviram para abafar o barulho, e foram engolidas no encontro. Esquecidas. Mastigadas e digeridas. E o que faz falta desde então é aquele sentimento de completude, a ausência do vazio.
Principalmente em domingos como esse.
Assinar:
Postagens (Atom)