"They made a statue of us,
And put it on a mountain top.
Now tourists come and stare at us,
Blow bubbles with their gum,
Take photographs have fun,
Have fun.
They'll name a city after us,
And later say it's all our fault.
Then they'll give us a talkin' to,
Then they'll give us a talkin' to,
'cuz they've got years of experience.
We're living in a den of theives,
Rummaging for answers in the pages.
We're living in a den of theives,
And it's contagious, and it's contagious,
And it's contagious, and it's contagious.
We wear our scarves just like a knoose,
But not 'cuz we want eternal sleep.
And though our parts are slightly used,
New ones are slave labor you can keep"
(Regina Spektor)
terça-feira, maio 30, 2006
segunda-feira, maio 29, 2006
domingo, maio 28, 2006
sexta-feira, maio 26, 2006
entrenós
você nem existe e as vezes penso em você.
sim, como se eu imaginasse cada momento que passaríamos juntos.
e se cada momento existisse, o quão bom seria.
e enquanto você contempla esse quase oceano a sua frente, e seus cabelos se mexem sozinhos, me sinto sozinho.
e tenho o oceano de verdade pra mim.
o que importa, então?
um quase oceano ou um oceano de verdade?
a existência tua ou a minha solidão?
o que importa é que sei que conforme as ondas batem nas pedras, meu coração segue o ritmo.
independentemente de quantas ondas eu perceba, e de quantas existam, e de quantas... ah, quantas, e inúmeras são essas ondas... que levam e trazem delírios de sra. woolf no banco do onibus e batidas de carros e de corações.
quantas pessoas no mundo hoje, sozinhas, olharam o mar?

em total desequílibrio, buscando paz ou simplesmente esperando o tempo passar, acompanhando a erosão e sentindo fazer parte do mundo pelo simples fato saber que existe um mar, observando.
e assim os minutos passam, seguros e decididos, para mim e para ti.
de formas diferentes, pois você não existe. e nenhuma trajetória pré-estabelecida de onibus impede que eu vá para longe.
perto de ti, longe de mim e vice-versa, sempre haverá um oceano.
entre nós.
entrenós.
sim, como se eu imaginasse cada momento que passaríamos juntos.
e se cada momento existisse, o quão bom seria.
e enquanto você contempla esse quase oceano a sua frente, e seus cabelos se mexem sozinhos, me sinto sozinho.
e tenho o oceano de verdade pra mim.
o que importa, então?
um quase oceano ou um oceano de verdade?
a existência tua ou a minha solidão?
o que importa é que sei que conforme as ondas batem nas pedras, meu coração segue o ritmo.
independentemente de quantas ondas eu perceba, e de quantas existam, e de quantas... ah, quantas, e inúmeras são essas ondas... que levam e trazem delírios de sra. woolf no banco do onibus e batidas de carros e de corações.
quantas pessoas no mundo hoje, sozinhas, olharam o mar?
em total desequílibrio, buscando paz ou simplesmente esperando o tempo passar, acompanhando a erosão e sentindo fazer parte do mundo pelo simples fato saber que existe um mar, observando.
e assim os minutos passam, seguros e decididos, para mim e para ti.
de formas diferentes, pois você não existe. e nenhuma trajetória pré-estabelecida de onibus impede que eu vá para longe.
perto de ti, longe de mim e vice-versa, sempre haverá um oceano.
entre nós.
entrenós.
quinta-feira, maio 25, 2006
ovo
ele assistiu a mtv. viu uma garota fritando ovos.
e queria muito comer ovos, então.
a preguiça e o frio não deixavam suas pernas ultrapassarem a porta.
quem dera o resto do corpo.
decidiu, finalmente, ir até o mercado comprar ovos.
pegou a chave, os trocados, e colocou um casaco.
não pensa em nada no caminho.
chega ao mercado e vê uma baguete de tomate seco.
desiste dos ovos.
volúvel, hun?
diariamente, se pergunta comendo a baguete, será que sou assim?
e queria muito comer ovos, então.
a preguiça e o frio não deixavam suas pernas ultrapassarem a porta.
quem dera o resto do corpo.
decidiu, finalmente, ir até o mercado comprar ovos.
pegou a chave, os trocados, e colocou um casaco.
não pensa em nada no caminho.
chega ao mercado e vê uma baguete de tomate seco.
desiste dos ovos.
volúvel, hun?
diariamente, se pergunta comendo a baguete, será que sou assim?
terça-feira, maio 23, 2006
coisas
tem coisas que não são ditas pra seis bilhões de pessoas.
e coisas que não dizemos nem pra nós mesmos.
e no meio de todo esse programado e esperado recomeço, ele recomeça a escrita.
em terceira pessoa.
ele nem sabe mais do que gosta ou desgosta, e de quem esperar colo.
ele nem sabe.
nem quer saber. está arranhando paredes e mordendo quina de mesa.
está gastando os dentes na estante e as unhas no assoalho que não se risca.
gastando tinta em azulejos e dedos no teclado. sem som, e sem notas.
não quer esperar cabelos crescer, não quer cortar as unhas.
não quer ter mais paciência e não quer mais se preocupar.
quer dormir, acordar, e ter tudo ensolarado.
e frio.
inverno é assim. um sol fraco, que eriça os pelos, mas aquece.
e faz sentir o coração morno.
mesmo quando vazio.
e coisas que não dizemos nem pra nós mesmos.
e no meio de todo esse programado e esperado recomeço, ele recomeça a escrita.
em terceira pessoa.
ele nem sabe mais do que gosta ou desgosta, e de quem esperar colo.
ele nem sabe.
nem quer saber. está arranhando paredes e mordendo quina de mesa.
está gastando os dentes na estante e as unhas no assoalho que não se risca.
gastando tinta em azulejos e dedos no teclado. sem som, e sem notas.
não quer esperar cabelos crescer, não quer cortar as unhas.
não quer ter mais paciência e não quer mais se preocupar.
quer dormir, acordar, e ter tudo ensolarado.
e frio.
inverno é assim. um sol fraco, que eriça os pelos, mas aquece.
e faz sentir o coração morno.
mesmo quando vazio.
quinta-feira, maio 18, 2006
meio
No banho agora me senti meio folha-de-outono: quase uma não-folha de um quase não-verde-meio-amarelado,
no galho de uma não-árvore, meio que perdida no meio de tantas outras.
numa cidade meio-grande, com meio milhão de gente.
É como se não existisse...
E o que é o existir se não ser percebido?
Quase que me sinto deitado na grama como uma folha,
podendo estar sob os teus pés,
esperando que o vento me empurre.
Ah! Pára! Devaneio tolo de central park no outono em NY!
no galho de uma não-árvore, meio que perdida no meio de tantas outras.
numa cidade meio-grande, com meio milhão de gente.
É como se não existisse...
E o que é o existir se não ser percebido?
Quase que me sinto deitado na grama como uma folha,
podendo estar sob os teus pés,
esperando que o vento me empurre.
Ah! Pára! Devaneio tolo de central park no outono em NY!
gling-gló
ouvindo uma jazzy-bjork, parece que o dia encurta-se um pouco.
os dias tem sido tão longos e tão cheios, e as noites não parecem suficientes para o descanso.
(calma, você é tão jovem...)
parece-me que as festas tem sido mais sem graça, e as pessoas estão sempre lá.
e eu não.
e a calma, essa eu perdi.
faz tempo.
comigo, e com tudo.
e o céu cheio de cor.
e os olhos pálidos.
e o verde cada vez mais amarelo,
assim como a pele.
e assim é o inverno.
corpo e coração frio.
eu gosto.
mas preciso de um pouquinho de calor hoje.
os dias tem sido tão longos e tão cheios, e as noites não parecem suficientes para o descanso.
(calma, você é tão jovem...)
parece-me que as festas tem sido mais sem graça, e as pessoas estão sempre lá.
e eu não.
e a calma, essa eu perdi.
faz tempo.
comigo, e com tudo.
e o céu cheio de cor.
e os olhos pálidos.
e o verde cada vez mais amarelo,
assim como a pele.
e assim é o inverno.
corpo e coração frio.
eu gosto.
mas preciso de um pouquinho de calor hoje.
quarta-feira, maio 17, 2006
Por que a felicidade não combina com a minha escrita?
Nesses momentos de felicidade simples não consigo escrever nada que me agrade. O dia todo escrevi e apaguei textos aqui.
Mudanças demais, acontencedo muito rápido, uma volta completa e estou no mesmo ponto, mas com uma visão diferente.
Aceitei os riscos, mergulhei de cabeça.
E nisso tudo, somente o coração permanece intacto e na mesma situação. E pra ser verdade, nem importa. Falta tempo pra ele.
E nisso tudo, no meio de palavras, argumentos, perspectivas, vejo que tudo vai ser melhor.
E logo.
E me acalmo, me sinto melhor.
Nesses momentos de felicidade simples não consigo escrever nada que me agrade. O dia todo escrevi e apaguei textos aqui.
Mudanças demais, acontencedo muito rápido, uma volta completa e estou no mesmo ponto, mas com uma visão diferente.
Aceitei os riscos, mergulhei de cabeça.
E nisso tudo, somente o coração permanece intacto e na mesma situação. E pra ser verdade, nem importa. Falta tempo pra ele.
E nisso tudo, no meio de palavras, argumentos, perspectivas, vejo que tudo vai ser melhor.
E logo.
E me acalmo, me sinto melhor.
ouvindo "el perro del mar"
sábado, maio 13, 2006
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