segunda-feira, outubro 25, 2010

Não me venha com "de tudo ao meu amor serei atento..."

quarta-feira, outubro 20, 2010

E do cinza se fez sol, sorriso inevitável. Da dor saiu um traço, e denovo se fez novo. Como roupa recém tirada do varal, com cheiro de sol.
Dentre tantos sentimentos novos, daqueles que não se pode descrever, sobram apenas os derivados daquilo que já se viu e viveu.
Mas o que de novo há, então, nesse sentir?

Se ser um começa a bastar?
Se pensar começa a ser tudo?
Se sentir já é substantivo abstrato e não verbo?

segunda-feira, outubro 18, 2010

Tinha um quê de escuridão, este dia. Algo como uma película umida e enevoada que tudo cobria. Era dificil ver através. Era um dia cheio de mistérios, como a criança que brinca de pirata e tenta convencer não saber onde escondeu seu próprio tesouro.

Era um dia quase frio. Era um dia imerso nos perigos de saber de sua existência. E, quando deixou de sabê-lo, este dia acabou.

Misteriosamente.
E nesse acabar tudo levou. Levou a névoa, o tesouro da criança, a invisibilidade do sentimento.
Levou a si próprio.

E recomeçou, mas então, já era outro.

Outro dia.

domingo, outubro 03, 2010




Katya: Sometimes, even if you have the keys those doors still can't be opened. Can they?

Jeremy: Even if the door is open, the person you're looking for may not be there, Katya.

quinta-feira, setembro 30, 2010

o retorno ao corriqueiro

Eis que surge mais magro do que me lembrava.
Emagreceu ou a memória falhava? Emagreceu. As calças quase caíam pelos joelhos. O cinto agora deixou de ser acessório. Era necessário.
Nem me perguntei o porquê. Sei, na verdade, quais os motivos.
Todos passamos por isso nessa idade. Tanta coisa, tanta coisa.
O pior desse fato é que esse foi o único detalhe que guardei. Não lembro do cabelo, que costumava gostar tanto.
Nem da roupa. Nem da boca. Nem do antebraço.
O que isso quer dizer?

Estou tentando descobrir.

Faz tempo, muito tempo, que descobri que sou assim: vivo no passado, esperando o presente e sem esquecer do futuro.

Faz tempo, muito tempo, que tento deixar de ser assim.
Mas, até então, tem sido habitável esse mundo de tempos cruzados.
Chegando aos vinte e quatro: me sinto calçando as botas de um adulto, que estão levemente maiores que meus pés.

domingo, setembro 26, 2010

Eu pensei em falar.
Seria estranho verbalizar?
Os olhos já diziam tudo.

Seria.
Calei,
nada aconteceu,
e agora estou aqui,
olhando para a tela,
imaginando o que poderia ser.

E, pior,
eu sei...
Não seria.

Geração Y, eu faço parte de ti.
Mas, queria, profundamente, que você não fizesse parte de mim.

quinta-feira, setembro 16, 2010

Encontrei o olhar de maneira que não esperava, e da mesma maneira retribuí. E nessa falta de palavras o ar ficou denso, irrespirável.
Precisei sair daquele lugar.

Nunca tinha passado por isso.
Foi bom. Novo, fresco.
Tenso.

No final das contas, a adolescência sempre existe no que se trata de olhares.
Curiosidade?

domingo, agosto 29, 2010

A falta de motivo para chorar me faz pensar em quanto faz falta me concentar em mim.

terça-feira, agosto 24, 2010

Eis que na circustancia do momento as palavras retornam. E no cansaço dos dias consecutivos sem entender a vida que se passa fora das paredes que me cercam muito acontece. E me sinto para trás, atrasado na minha própria vida e juntando forças pra colocar tudo em seu lugar.
Farei vinte e quatro anos de uma maneira completamente diferente do que esperei.

Morar sozinho, estudar sozinho e trabalhar sozinho.
Encontrei a solidão completa, cercado de pessoas com quem me importo.

Acho que encontrei (e encontrarei) vários de mim neste processo.

Isso me satisfaz, por enquanto.