Nada disso tem como causa o tempo. Digo, o clima. E os motivos podem variar.
Dificil diagnosticar o que se sente quando se está sentindo. De fora, talvez, um médico, perito, doutor possa enxergar. Eu simplesmente não consigo olhar pra dentro.
Frio. Nos dedos. Nariz e orelhas gelados. Gosto dessa sensação de encostar a orelha no pulso e sentir o quão gelada ela está. É a negação do auto-calor-humano.
(Esquivo e esquizo, fluindo por entre paragrafos sem nada dizer, expressa o enjoo que sente depois de pensar no que está por vir.)
Solidão não é mais desculpa, desculpe-me. Me auto-perdoo por afirmar. No ponto em que estou, vejo de cima que não sei o que espero. Esse não saber consciente confunde e adocica. Faz tudo ser mais fácil. Posso simplesmente dizer: eu já sabia! e sair triunfante! (hahahaahahahahaha)
Talvez um dia ajude. Hoje me faz sentir tolo. Escrever tornou-se luxo, trabalho até demais. Neste ritmo me esqueço de mim de tal forma em que ter é mais que ser. Mas, confundir estas palavras é tão simples: ter alguém não seria um ter por si só? Ter e ser, sentir e acreditar. Tudo tão relativo quando se fala de estar. E é assim que é. Ninguém sabe se ter ou ser, ver ou olhar, sentir e acreditar são palavras distantes. Pois ninguém sabe das palavras nem a metade. Eu as uso irresponsavelmente para afirmar, e quando percebo, o registro já está feito.
Estrelas sempre estiveram lá. Sempre foram. Elas começam a partir do momento em que abrimos os olhos, "a hora da estrela". Essa existencia mesmo ausente incomoda. Já disse isso tantas vezes. Passado presente. Futuro passado. E tudo é uma questão de tempo. Não clima.
Depois de algumas palavras, de ter botado as borboletas pra fora em um soluço, consegue se levantar. Hora de escovar os dentes e dormir.
(com os dedos, nariz e orelhas ainda geladas)
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