quarta-feira, setembro 02, 2009

New romantic way

Estava em casa ontem com Carol e Luciano discutindo nossos mapas astrais, horóscopos e afins. No meio da discussão, levantada a questão: por que escolhemos nos iludir tanto quando estamos com alguém? Entre descrença e projeção, o que me veio a cabeça foi que eu gosto disto. Que eu não quero que isto mude. O que são três dias ruins quando se passaram dois meses bons? É questão de escolha, sim. Cair de cabeça, deixar fluir. Não ter medo de expressar. Não ter medo de ser. Assusta, talvez. Talvez essa abertura ao falar (como aqui no blog) não seja saudável, mas, quem pode dizer?

Idealizar é o que torna tudo díficil, mas também é o que faz o coração pulsar. Faz o sorriso se prolongar. E também gera decepção, desapontamento... que são parte do processo. E ponto. Assumir os riscos e consequencias. Ponto.

É estranho ser um romântico nesses dias. É estranho querer isso. Não falo de amor, não concordo que seja construído ou inatingível, nem doloroso. Falo de plenitude. Daquela sensação do abraço, logo após a campainha. Da sensação de que alguém no mundo, neste momento, está ali pra você.

E por si.


Quebrei a cara tantas vezes pelos mais diferentes motivos. Colados os cacos, tudo novo. E aí entra minha teoria dos cacos. Quando qualquer coisa chega ao fim, ambas as partes deixam cacos seus pelo chão na colisão. Na reconstrução, misturam-se pedaços de ambos os corpos que colidiram. É como se confundissemos partes nossas com as do outro, e por engano (embora eu creia que nunca é engano) ou não, montamos o quebra-cabeças de peças misturadas. E assim prova-se a impossibilidade de sair ileso: sempre se leva um pouco do outro, referências. E isso é viver: o desencontro de corpos logo após o encontro e os pedaços que deixamos para trás.


E a saudade? A saudade é feita dos pedaços que o outro levou consigo, da sensação de que ele poderia te completar de alguma maneira. E é isso que faz o coração apertar. E também é isso que faz o rosto corar.


Hoje pela manhã o sol me fez sorrir. Sempre me sinto bem na primavera. Que venha logo.
Prometo não falar demais. Mas venha logo.
Esperar me dói.

8 comentários:

Anônimo disse...

Plenitude sim, mas se dando conta que o pleno é provisório. Poxa, tão mais fácil se soubéssemos sempre, tomássemos pra nós sempre, essa sensação certa de que tudo é provisório. Quando a colisão chega, e os cacos se juntam com o do outro (lindo isso) fica mais fácil apanhá-los no chão... e com cola colorida, fluorescente, purpurinada.

Anônimo disse...

que lindo rick!

Carol disse...

ai,fui eu aí em cima ahahaha

gabi disse...

eu vou ligar pra todo mundo pedindo os meus pedaços de volta, porque eu nao aguento mais ricke, eu nao aguento mais.

antes das colisoes eu era mais sòlida. menos sensìvel, menos vulneràvel. se der um ventinho eu vou me quebrar de um jeito que nao hà super-bonder que cole.
em moléculas.


me dà meu pedaço de volta, mas no momento eu morro se devolver o seu. morro mesmo.

Anônimo disse...

ahh se estava falando de amizade...
não é provisório. achei que estivesse falando de paixão.

gabi disse...

acho que ele estava falando de paixao, mas como eu preciso sempre falar de mim, fiz um paralelo. hahaha

waleska, linda, tenho saudade do pedacinho de verao que passei com voces!

Anônimo disse...

óin.

jgyumtr89jfrmfglkftç5654fhnkjvgkuyh disse...

Adorei a teoria dos cacos... vc transformou em palavras pensamentos que sempre me acompanharam. beijo!