segunda-feira, março 12, 2007

Tudo continua derretendo. Inclusive você. E o que resta são restos que talvez não valha a pena guardar. Ou talvez sim. Quantos talvezes! O que importa é que eu disse tudo que tinha que ser dito. Não no texto, mas antes dele. E agora cada palavra dita ecoa na palavra escrita. Tão relacionadas... é misterioso.
Tenho ido dormir todos os dias em minha cama-carrossel. Nela, o mundo gira para que eu durma tonto. Nela, eu fico sentado enquanto vejo o sonho passar. E é nela que pretendo um dia estar deitado, e sem sentir, sentir o coração acelerar...
E essa história de ouvir na mente não sai da cabeça... droga de música que não me deixa esquecer. Droga de esquecimento de esquecer. Pancadas na cabeça resolveriam, se eu fosse um desenho animado. E de animado, ultimamente, nada. Desenho melancólico ou irritado.
E amnésia nem existe. É invenção de bebado aprontão. Se a gente esquece, é por que quer esquecer... ou parte de nós quer. Já quanto a se lembrar, por mais que tu queira, parece que é um conflito interno.
Eu queria esquecer de me preocupar e lembrar de sentir. Queria esquecer que sou solteiro e lembrar de namorar.
Queria esquecer quem sou para me encontrar.


Mas, em que lugar? Ah! Se eu pudesse lembrar onde me deixei... talvez só assim entendesse por que caminhos segui.

Um comentário:

gabi disse...

como vc disse, amnésia é papo de bêbado aprontão.
se você pudesse lembrar onde se deixou.. faria tudo para esquecer novamente!!

te amo, príncipe

muah.