domingo, setembro 02, 2007

Tinha poucas certezas e menos palavras. Tinha ainda menos senso de humor, nessas horas. Mas sorria irresponsavelmente e ninguém reclamava. Sorria pra não rir, de si mesmo ou de alguém. Mas acima de tudo, de si mesmo.
Ah, conhecia seus defeitos tão bem. E esses sorrisos não são simpáticos, são defensivos. Ninguém se preocupa com sorrisos.

Mas ele sim. Talvez devesse começar a economiza-los.

Quando aquela musica tocou, e todo mundo dançava como se fosse qualquer musica, talvez não fosse. Era a musica dele, apenas dele, naquele momento. E ninguém sabia, nem se atreveu a discutir o assunto. Nem ele.

E era uma musica melancolicamente disfarçada de feliz. Como ele.

E aquele conflito volta a bater na porta: quantos anos merecia ele ter?

Depois de tudo deixar aparecer, na frente de quem talvez nem saiba quem ele era, já não é mais. E deixou muita história pra contar, aquele ser que ele era antes de ser denovo.

3 comentários:

Anônimo disse...

Ele merece ter 13 anos,ou menos.
E você é ótimo.
e o meu sorriso é tímido.Sempre foi..

gabi disse...

peloamordedeus, me diz que música era.

[acho que você deve pensar em publicar seus textos, de verdade. o mundo merece]

Bruno M./ BH disse...

oi...
passei por aqui. li de novo. rs
bjo bjo