Coisas que tomam tempo, que vem e vão e nem se vê. É assim que os dias passam, despercebidos pelo eu inerte, concentrado em coisas não-tão-minhas mas que me fazem bem.
E é assim que me desculpo comigo mesmo por não mais escrever. Não por ter mais o que fazer, mas por ter menos o que falar.
Ultimamento, transformo palavras em atos. Quanto tempo houver, talvez uma retrospectiva.
sexta-feira, julho 25, 2008
sexta-feira, junho 20, 2008
Adolescencias.
Em qual grande livro está escrito que precisamos aprender a ter paciência? Quem convencionou isso como virtude? Eu gosto dos imediatistas, radicais, aqueles que querem tanto e tanto que querem agora, e tentam fazer tudo ser mais rápido, mais intenso, menos inerte e talvez mais vivo.
Quem disse que preciso aprender a esperar? Para os criativos a espera significa sofrimento, angustia, pois enquanto os minutos passam sem que nada aconteça, a mente voa, cria, recria e transforma. E nesses momentos tudo pode ser, ao passo que nada é, pois fisicamente o mundo parece parado.
Estático. Quase sem girar ou translar.
Porém, quem espera, caso não tenha o sagrado dom de saber fazê-lo gira incessantemente em torno de si próprio, sem egoísmo ou egocentrismo, mas sim cheio de cansaço e inquietação.
Sendo assim, fica mais fácil entender porque tantas e tantas vezes quis ver meu coração parado por instantes, instantes estes tão monotonos e decisivos. A dúvida é a benção do masoquista. E nesse ritmo tão indolente, incoerente e talvez inconstante, o coração segue ritmado, saudavel e inquieto. E os olhos olham pra dentro e além, além do que se vê. Além até do que pode ser.
E é nesse além que me perco. Nesse além em que podes estar com outro, neste além em que podes não quever me ouvir. Neste além em que podes ser exatamente o que eu não quero que você seja. Neste além que eu mesmo criei, me divirto em pensar o quanto pode ser dificil ter que ser alguém que espero que você seja. E entenderia a hesitação, caso assim fosse. Mas não é. Pois nesse além também repousam certezas.
Como a certeza que tenho de talvez não ser quem você quer que eu seja.
Está frio, preciso me cobrir. Me enrolar. Num casulo onde talvez me sinta melhor. Pelo menos os olhos fechados olhando pra dentro de um vazio que talvez, talvez, amanhã me revele um sonho bom.
Quem disse que preciso aprender a esperar? Para os criativos a espera significa sofrimento, angustia, pois enquanto os minutos passam sem que nada aconteça, a mente voa, cria, recria e transforma. E nesses momentos tudo pode ser, ao passo que nada é, pois fisicamente o mundo parece parado.
Estático. Quase sem girar ou translar.
Porém, quem espera, caso não tenha o sagrado dom de saber fazê-lo gira incessantemente em torno de si próprio, sem egoísmo ou egocentrismo, mas sim cheio de cansaço e inquietação.
Sendo assim, fica mais fácil entender porque tantas e tantas vezes quis ver meu coração parado por instantes, instantes estes tão monotonos e decisivos. A dúvida é a benção do masoquista. E nesse ritmo tão indolente, incoerente e talvez inconstante, o coração segue ritmado, saudavel e inquieto. E os olhos olham pra dentro e além, além do que se vê. Além até do que pode ser.
E é nesse além que me perco. Nesse além em que podes estar com outro, neste além em que podes não quever me ouvir. Neste além em que podes ser exatamente o que eu não quero que você seja. Neste além que eu mesmo criei, me divirto em pensar o quanto pode ser dificil ter que ser alguém que espero que você seja. E entenderia a hesitação, caso assim fosse. Mas não é. Pois nesse além também repousam certezas.
Como a certeza que tenho de talvez não ser quem você quer que eu seja.
Está frio, preciso me cobrir. Me enrolar. Num casulo onde talvez me sinta melhor. Pelo menos os olhos fechados olhando pra dentro de um vazio que talvez, talvez, amanhã me revele um sonho bom.
domingo, junho 15, 2008
Espera.
"Esperar" é um verbo que não sei conjugar, quem sabe tenha lhe dito tarde demais.
De todos meus poucos dias de vida, valorizo a maioria.
Assim sendo, os poucos dias ao teu lado tem valor.
E não desperdiço dias. Nem horas.
E agora, finalmente sozinho depois de dias sempre rodeado, sempre ouvindo, sempre, sem silencio, sem calmaria, sem, queria acabar com a solidão que queria tanto perto de mim.
E sendo assim, esperar no futuro se torna tão tangivel como é agora no presente.
E por mais confuso que pareça, esse é o sentido que faz pra mim.
Nenhum.
Esperar. Esperei. Esperaria. Esperava. Esperado. Esperarei. Esperara.
Até cansar. De tão tolo. De tão frívolo. De tão vulnerável. Até cansar.
De ser. E esperar. De ser. E estar.
Esperar.
De todos meus poucos dias de vida, valorizo a maioria.
Assim sendo, os poucos dias ao teu lado tem valor.
E não desperdiço dias. Nem horas.
E agora, finalmente sozinho depois de dias sempre rodeado, sempre ouvindo, sempre, sem silencio, sem calmaria, sem, queria acabar com a solidão que queria tanto perto de mim.
E sendo assim, esperar no futuro se torna tão tangivel como é agora no presente.
E por mais confuso que pareça, esse é o sentido que faz pra mim.
Nenhum.
Esperar. Esperei. Esperaria. Esperava. Esperado. Esperarei. Esperara.
Até cansar. De tão tolo. De tão frívolo. De tão vulnerável. Até cansar.
De ser. E esperar. De ser. E estar.
Esperar.
domingo, maio 25, 2008
segunda-feira, abril 21, 2008
Me sinto meio sem caminho a seguir. Não mais tão sozinho quanto antes, mas falta de mim. São tantas pessoas que eu queria levar ao lado, não caberiam no abraço...
Passos fracos, assim, me deixam ainda mais consternado. Errante, sem certezas, sem nem luz para seguir, me deixo guiar pelos mesmos passos que me fazem repensar o caminho que já fiz.
O que sinto não tem nome, para mim. Agora nesse momento, inominável é. Um nó, não muito grande, entre os pulmões, abaixo da garganta, parece angústia, e não faz mal. Alguns poderiam chamar de dúvida. Mas dúvida não é, apesar da falta de certeza.
E cada imagem fez cada lágrima valer a pena. E desta vez havia, sim, uma mão para segurar a minha.
Ao menos não pareceu importar-se com os dedos molhados. Queria tanto ter talento pra demonstrar em música esses momentos todos, que nem felizes ou tristes são. Esses momentos, sim, tão humanos que me fazem sentir assim, vivo. Sendo.
Esses momentos em que escrever é o que resta, pois nem todos tem paciência para ouvir.
E poucos (e me incluo) conseguem falar sobre. Sobre. Sobre sentimentos assim, que não sei explicar. Não sou poeta.
Eu tenho sim, as vezes, orgulho de ser humano, orgulho de ser homem, orgulho do que sou. Orgulho esse que vem de um lugar intangivel, que não sei qual é. Mas que vem do que sinto.
Me orgulho por sentir. E isso nunca foi fácil de dizer.
Passos fracos, assim, me deixam ainda mais consternado. Errante, sem certezas, sem nem luz para seguir, me deixo guiar pelos mesmos passos que me fazem repensar o caminho que já fiz.
O que sinto não tem nome, para mim. Agora nesse momento, inominável é. Um nó, não muito grande, entre os pulmões, abaixo da garganta, parece angústia, e não faz mal. Alguns poderiam chamar de dúvida. Mas dúvida não é, apesar da falta de certeza.
E cada imagem fez cada lágrima valer a pena. E desta vez havia, sim, uma mão para segurar a minha.
Ao menos não pareceu importar-se com os dedos molhados. Queria tanto ter talento pra demonstrar em música esses momentos todos, que nem felizes ou tristes são. Esses momentos, sim, tão humanos que me fazem sentir assim, vivo. Sendo.
Esses momentos em que escrever é o que resta, pois nem todos tem paciência para ouvir.
E poucos (e me incluo) conseguem falar sobre. Sobre. Sobre sentimentos assim, que não sei explicar. Não sou poeta.
Eu tenho sim, as vezes, orgulho de ser humano, orgulho de ser homem, orgulho do que sou. Orgulho esse que vem de um lugar intangivel, que não sei qual é. Mas que vem do que sinto.
Me orgulho por sentir. E isso nunca foi fácil de dizer.
segunda-feira, março 31, 2008
segunda-feira, março 10, 2008
Meus dedos estão mais lentos que os pensamentos, e assim as frases se perdem. Natimortas. Nem chegam a surgir, e tudo de profundo parece se dissolver. Acido no plastico, sabe como é?
Mas não reclamo. É sono e cansaço, um pouco de fraqueza e também decepção.
E além de tudo isso, mas não menos importante, tédio.
Preciso de mudanças.
Mas não reclamo. É sono e cansaço, um pouco de fraqueza e também decepção.
E além de tudo isso, mas não menos importante, tédio.
Preciso de mudanças.
sexta-feira, março 07, 2008
domingo, fevereiro 17, 2008
8h10 - levanto da cama, marcele dorme na cama ao lado. Já entra sol pela janela, fazendo o dia ser sentido em todos os cantos do quarto. Lembro que preciso comprar cortinas.
9h00 - saio de casa, seguindo para o trabalho. Na esquina, em frente a banca de revistas, uma mulher dorme no chão, quase encostada na porta de sanfona.
9h15 - subo no onibus, vazio. Sabado de manha, com sol. Somente quem tem que trabalhar está acordado, dentro de um onibus. Escuto música, "Elephant Gun". Gosto de olhar pela janela no caminho, ver o mar. Me sinto bem, apesar do mau-humor matinal.
10h as 19h - trabalho.
19h20 - estou no ponto de onibus, em frente ao shopping. Cinco membros de uma familia passeiam de bicicleta. Numa, o pai e a filha, e na outra a mãe, o filho e o cachorro na cestinha. Subo no onibus, me sento.
19h30 - o onibus passa novamente pela familia, mas desta vez o cachorro corre ao lado da bicicleta, com a corrente presa na cestinha.
19h40 - no terminal as pessoas começam a se aglomerar para esperar o onibus que leva até as suas casas. Quando este chega, descem os passageiros, e entre eles uma mulher carregada de sacolas, e segurando um buquê. Ela está feliz, em suas calças amarelas e blusa branca. Alguém a ama.
9h00 - saio de casa, seguindo para o trabalho. Na esquina, em frente a banca de revistas, uma mulher dorme no chão, quase encostada na porta de sanfona.
9h15 - subo no onibus, vazio. Sabado de manha, com sol. Somente quem tem que trabalhar está acordado, dentro de um onibus. Escuto música, "Elephant Gun". Gosto de olhar pela janela no caminho, ver o mar. Me sinto bem, apesar do mau-humor matinal.
10h as 19h - trabalho.
19h20 - estou no ponto de onibus, em frente ao shopping. Cinco membros de uma familia passeiam de bicicleta. Numa, o pai e a filha, e na outra a mãe, o filho e o cachorro na cestinha. Subo no onibus, me sento.
19h30 - o onibus passa novamente pela familia, mas desta vez o cachorro corre ao lado da bicicleta, com a corrente presa na cestinha.
19h40 - no terminal as pessoas começam a se aglomerar para esperar o onibus que leva até as suas casas. Quando este chega, descem os passageiros, e entre eles uma mulher carregada de sacolas, e segurando um buquê. Ela está feliz, em suas calças amarelas e blusa branca. Alguém a ama.
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